quinta-feira, 20 de março de 2008

Do que vem de você

- espero que você não esteja rindo das bobagens que eu escrevo.

rir? eu toco nas letrinhas, uma a uma, encosto nesse papel frio e ainda posso sentir a coisa toda quente, em carne viva. você escolheu a pior pessoa para te ler impune e levianamente. fico tão proprietária dos seus versos.
eu te pedi algumas palavras, você me escreveu um punhado de terra fofa, revirada e fértil, cheia de sementes abstratas e de coisas íntimas que eu respeito e sinto e guardo comigo feito segredo.
fico com o que li sobre o colo, digerindo, destrinchando, namorando uma palavra aqui e acolá, e o que algumas delas juntas foram capazes de provocar.

sôo sempre dramática quando faço comentários. é que te leio com as veias grossas do pescoço saltadas e o coração saltando forte.

- claro que não, tudo que vem de você é tão bonito.

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