quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Olhando pra você

(Texto originalmente escrito em 07/01/2011)

Passado algum tempo sem te ver e sem lhe falar, sua falta já nem me incomodava mais... apesar dos pensamentos ainda girando em torno de você, acreditei estar imune a sua presença. Vivi outras aventuras, experimentei novos sabores, mas nada foi maior que o turbilhão de emoções sentido ao te reencontrar. Simples, sorridente, cordial, lindo. Que tola eu! O choque ao te ver me anestesiou a tal ponto que cumprimentá-lo de maneira tão sutil como “Ei!” exigiu de mim um esforço inimaginável. Sua presença congelou meus movimentos, travou minhas cordas vocais, mal podia respirar sem que cada célula do meu corpo protestasse. Uma dor intensa e nervosa, que fazia os batimentos se descompassarem.
A vontade de ir até você, lhe abraçar, encher de beijos e dizer quanta falta você fez todos esses dias, formava um nó apertado na minha garganta, mas o orgulho prendeu os meus pés no chão e eu sequer me dei o trabalho de lhe encarar.

Então você foi embora... e eu fingi nem notar. Veja só como sou uma grande farsa!

Há tanto a lhe dizer, é uma pena que você não queira ouvir nem acreditar. Uma grande pena que não queira se arriscar por nós. Eu sei e você sabe, sente e vê que meu amor iria te fazer muito mais feliz. Você é diferente de mim, mas nos damos tão bem! Como eu gosto de lhe ouvir falar... sempre bem humorado e distraído. E gosto também desses olhos bonitos, que nunca conseguem sustentar o meu olhar por mais de dois segundos. Você me irrita tanto quanto me diverte.
Oh, meu bem! Quando foi que isso se tornou tão difícil? Onde nos perdemos?
Eu te daria o mundo se me pedisse, mas você queria certezas e isso eu não posso te oferecer, neste momento. Nenhuma promessa que te possa fazer, nada.
Todos aconselham: “Ei, qual é o seu problema? Ele está seguindo a própria vida, e nem se importa com você. Tantos homens por aí... por que não vira a página?”
O grande problema é que o sorriso deles não tem o brilho do seu. As piadas não têm a leveza das suas. Os cílios não são curvados como os seus. A voz não reclama como a sua. Os dedos não me tocam como os seus. Você é único, meu querido. Apesar de conhecer muitos dos seus erros e esfregá-los na sua cara, eu sei que você é bem melhor do que os outros pensam que você é, por isso, me guardo, para, num futuro qualquer, ser sua e sua somente. Te amo.

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