sábado, 14 de março de 2009

Hoje nada é possível

Hoje nada pára, nada pára aqui dentro. Tudo parece querer sair, mas sem encontrar uma fresta por onde. Isso sufoca, a vontade é de gritar, sair correndo, e achar um lugar onde acalmar os ânimos, mas isso é impossível, ao menos no dia de hoje. Hoje a alma está rasgada, dilacerada.
É noite, mas bem poderia já ser dia. É fazer uma coisa pensando em outra, é um respirar angustiante e ofegante, ou quase a falta dele. Apetite demais ou de menos.
Mente acelerada, excitação, mãos suadas, choro compulsivo, sensação de que o mundo pode acabar em alguns instantes, assim que me sinto hoje. Não consigo me concentrar em nada. Esta ansiedade ainda vai me levar à loucura. Nada tem nexo, a vida não tem um porquê.
As sensações e os sentimentos me afligem e me consomem. Nada me satisfaz, a impressão que tenho, é de que vou parar de respirar daqui a um segundo.
Hoje preciso ter tudo sobre controle senão vou pirar, não vou ter tranqüilidade, nem conseguir dormir, repousar. Acho que essa é a tal da ansiedade patológica.
Um vazio no estômago também me incomoda, pressão no tórax, vertigem, tudo em demasia, sem distinção do certo e do errado, incapacidade generalizada. Estou a ponto de estourar, as dores musculares são intensas, a boca está seca, enjôos, é como se eu estivesse com um ”bolo” na garganta, deprimida, assim é que me sinto também. E o pior é que essa ansiedade pode me levar ao pânico, ou pior, à síndrome.
Hoje nada é possível porque esta falta de ar, este frio na espinha, junto com uma opressão no peito mais as palpitações, não me deixam agir desde a hora que acordei. Esta ansiedade que hoje me consome, é uma resposta a uma ameaça desconhecida, vaga.
Agora só me resta esperar. Talvez eu consiga dormir, e amanhã eu possa voltar a respirar.

1 comentários:

Unknown disse...

Belo texto!!

É seu?

 
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